O Homem Dissecado
Essa semana fui ver a exposição “Corpo Humano: real e fascinante” aqui no Rio de Janeiro. Atitude que somente fui refletir depois que me deparei com partes e corpos humanos espalhadas em várias seções em caixas de vidro num passeio bizarro que se estendeu por várias salas. Dito assim, o leitor pode imaginar que eu estava na cena de um crime. Mas posso dizer que foi mais ou menos assim que me senti. Causou-me certa aversão e constrangimento transitar por aqueles corpos uma vez que não conseguia esquecer que um dia, aquelas que hoje eram peças em exposição em um museu, foram pessoas iguais a mim e a você. Embora parecessem muito plásticos e assombrosamente trabalhados, aqueles homens e mulheres não foram um bloco de granito, uma peça de silicone ou o tronco de uma árvore antes de serem transformados no que foram por Roy Glover, “médico-artista” cujo o argumento para seu empreendimento se explica pelo “caráter prioritariamente educativo”. Embora tenha dito que todos os corpos são de “indi...